
“Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas…
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.”
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Um dos meus favoritos de Bandeira, adoro esse poema.
Guardo para com o poema igual sentimento.
Aliás me veio a dúvida, eu acho que memostraram esse poema sendo do Quintana.
Poeta, esse poema é de Quintana. Está presente em Estrela da Vida Inteira. Para os mais céticos está aí o áudio na voz do próprio Bandeira assenhorando-se de sua produção.
Gente, eu amo esse poema! Sempre nos momentos mais inesperados me vem essa frase final que pra mim conjuga a inocência da infância com a ternura. Como é belo! Adorável!!!
Luci, seu belo comentário qualifica e adjetiva adequadamente o poema. Mas não se iluda com sua aparente doçura, ele rasga o véu do amor apresentando toda a sua característica crueldade.