Poema da necessidade lido por Antônio Carlos “meu amor” Jobim:
Categoria: Poesia
Segredo (por Drummond)
“A poesia é incomunicável. Fique torto no seu canto. Não ame. Ouço dizer que há tiroteio ao alcance do nosso corpo. É a revolução? o amor? Não diga nada. Tudo é possível, só eu impossível. O mar transborda de peixes. Há homens que andam no mar como se andassem na rua. Não conte. Suponha que…
Obrigado
Tenho recebido generosíssimas apreciações sobre as postagens do meu blog que, já desde bem cedo, alcançou (ultrapassou, até) qualquer expectativa que eu pudesse ter em princípio. Chovendo mais um pouco no molhado do que sempre repito, construo o barro do sentido desse blog para nele atolarmos todos os nossos pés: esse espaço existe para tentar…
Pecado Original (por Fernando Pessoa)
“Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? Será essa, se alguém a escrever, A verdadeira história da humanidade. O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo; O que não há somos nós, e a verdade está aí. Sou quem falhei ser. Somos todos quem nos supusemos….
José, para onde?
Em ao menos dois intensos e pungentes momentos o grande itabirano viu-se encarnado em sua emblemática e imaginária figura José. Há um José em cada canto de nossa vida. De cada curva de nossa alma José nos espreita com olhos bem abertos sussurrando-nos em voz incompreensível sobre as recorrências da falência das lavras de ouro…
Alta Cirurgia (por Carlos Drummond de Andrade)
“O cão com dois corações vagueia pela cidade: um coração de artifício e o coração de verdade. Exulta a ciência, que obrou tamanha curiosidade: metade é glória da URSS, do Brasil a outra metade. Se o cão é a doçura mesma em seu natural, que há de mais carinhoso que um cão de dupla cordialidade?…
Saudades do Carnaval
O poeta Ascenso, no ventre de sua poesia, registra em relação aos dias momescos a mesma saudade que vejo ir embora junto com o colorido dos papéis que esvoaçam picados: a nostalgia. Saudades não do Carnaval (que está aí), senão do “Meu Carnaval”. O que se fez do Carnaval? Do nosso Carnaval, poeta Ascenso? O…
Espreitação Bovina
Drummond imagina um simples boi que, de sua ruminação paciente e silenciosa, observa nossa agitação. Sobretudo nesses carnavalescos tempos onde a multidão esconde sua solidão regredindo à ancestralidade da tribo e do totem (que em última instância é o que esse Carnaval evoca) e segue errando e errante diluídos, dispersos e disformes nesse desespero ruidoso…
Horror (Quintana e Munch)
“Horror: Com os seus OO de espanto, seus RR guturais, seu hirto H, HORROR é uma palavra de cabelos em pé, assustada da própria significação.” (texto de Mario Quintana para o Caderno H)
Merda! Sou lúcido. (por Fernando Pessoa)
Cruzou Por Mim, Veio Ter Comigo Numa Rua da Baixa [Fernando Pessoa narrado por Jô Soares] by lituraterre CRUZOU POR MIM (por Fernando Pessoa na casca de Álvaro de Campos) Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara, Que simpatiza…
