Juliana Albuquerque Katz, o Segundo Verso de Minha Irreparável Solidão

Juliana e eu, meninos, na Praia dos Carneiros, otimistas entre ondulâncias marítimas e conchâncias crustáceas, prometendo coisas ao futuro de nossas almas que não se embruteceriam com o tempo.

Passar anos sem ter com quem falar a própria língua é um exílio agudo dentro do próprio silêncio, diz Affonso Romano iniciando sua imorrível crônica. Com este mote homenageio menos o cronista mineiro e mais Juliana Albuquerque Katz, minha “outra Dinamarquesa”: a que comigo fala a inefável língua do intercâmbio que alimenta a alma e disfarça a irreparável solidão que nos estreita duramente contra o muro do vazio da existência. Ao som de nosso familiar e privativo idioma tudo se descongela e toma nova vida. Tenho, enfim, nos lábios, após longos 50 anos, toda a canção. A vida talvez não seja, afinal, um vácuo de erros.

* O Segundo Verso da Canção: Escrito e narrado por Affonso Romano de Sant’Anna

3 comentários Adicione o seu

  1. Maravilhoso, quantas vezes não somos Jensen, mesmo no nosso próprio país, na própria cidade.

  2. Juliana de Albuquerque K. disse:

    Pedro, eu realmente não sei o que comentar. Obrigada pela amizade que me ajuda a atravessar o deserto da vida.

    1. Pedro Gabriel disse:

      Obrigado pela amizade que me refresca a sede na dura travessia do mesmo deserto onde erramos juntos.

Deixe uma resposta para Juliana de Albuquerque K. Cancelar resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s