Juliana Albuquerque Katz, o Segundo Verso de Minha Irreparável Solidão

Passar anos sem ter com quem falar a própria língua é um exílio agudo dentro do próprio silêncio, diz Affonso Romano iniciando sua imorrível crônica. Com este mote homenageio menos o cronista mineiro e mais Juliana Albuquerque Katz, minha “outra Dinamarquesa”: a que comigo fala a inefável língua do intercâmbio que alimenta a alma e disfarça a irreparável…

Velho Olhando o Mar (por Affonso Romano de Sant’Anna)

Para os que, como eu, acordam todos os dias aflitos com o limitado estoque da vida (já citando o homenageado do post) esvaindo-se tempo a fora, presenteio com essa crônica-tesouro narrada pela voz do próprio autor: o mineiro Affonso Romano de Sant’Anna. Que envelheçamos com dignidade ajuntando marés interiores a serem futuramente recordadas.   Affonso…

O Duplo (por Affonso Romano de Sant’Anna)

“Debaixo de minha mesa tem sempre um cão faminto -que me alimenta a tristeza… Debaixo de minha cama tem sempre um fantasma vivo -que perturba quem me ama. Debaixo de minha pele alguém me olha esquisito -pensando que sou ele. Debaixo de minha escrita há sangue em lugar de tinta -e alguém calado que grita.”…