Titulo do filme: VELHA HISTÓRIA Gênero: Animação Diretor: Cláudia Jouvin – RJ Roteiro: poema de Mario Quintana Ano: 2004 Duração: 6 min Cor: Colorido Bitola: 35mm Ficha técnica completa e premiação Velha História Gênero Animação Diretor Cláudia Jouvin Ano 2004 Duração 6 min Cor Colorido Bitola 35mm País Brasil Local de Produção: RJ
Categoria: Poesia
Palmares e Paris: as epifanias amorosas do poeta Ascenso e do psicanalista Lacan
Ascenso Ferreira, poeta maior, com sua poema Nordeste nos dá um belo exemplo literário do que Lacan, da margem direita do Sena, no seu consultório no n° 5 da Rue de Lille, descreveu como sendo a propriedade fundamental do amor: fazer o gozo condescender ao desejo. O psicanalista torto do charuto torto com isso queria…
Os Tweets do Passarinho Quintana
Mário Quintana é dono de uma das poesias mais satiricômicas de que se tem notícia em nosso idioma. Não à toa nasceu em numa cidade de nome “Alegrete”, que anunciava o destino incontornável de seu estilo literário. Como eu, nunca casou: dizia preferir deixar várias mulheres esperançosas do que uma única infeliz. Um modo…
Canção do Amor Imprevisto (por Mário Quintana)
Espantalho (Desenho de Jorge Miguel: http://jorge-miguel.com/) “Eu sou um homem fechado. O mundo me tornou egoísta e mau. E minha poesia é um vicio triste, Desesperado e solitário Que eu faço tudo por abafar. Mas tu apareceste com tua boca fresca de madrugada, Com teu passo leve, Com esses teus cabelos… E o homem taciturno…
Um Vestido Para Cobrir nossa Solidão
Psicanálise, Filosofia e Poesia estão juntas, se co-pertencem cruel- mente. Quando enlaçadas de modo borromeano dizem do ser do homem. Embora não sejam saberes harmônicos no sentido de que uma possa necessariamente ser dedutível da outra, ao seu modo falam do homem naquilo que lhe é mais próprio no exercício cotidiano de seu estar aí….
Consoada (por Manuel Bandeira)
“Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: – Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar.” (Por…
Belo Belo (por Manuel Bandeira)
“Belo belo belo, Tenho tudo quanto quero. Tenho o fogo de constelações extintas há milênios. E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes. A aurora apaga-se, E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora. O dia vem, e dia adentro Continuo a possuir o segredo grande da noite. Belo…
Poesia Concreta (por Manuel Bandeira)
Extraído de DIMENSÃO – Revista Internacional de Poesia Uberaba/Brasil – Ano XVII – N. 26 – 1997 – Número Especial III
Poema da Necessidade (por Drummond)
“É preciso casar João, é preciso suportar Antônio, é preciso odiar Melquíades é preciso substituir nós todos. É preciso salvar o país, é preciso crer em Deus, é preciso pagar as dívidas, é preciso comprar um rádio, é preciso esquecer fulana. É preciso estudar volapuque, é preciso estar sempre bêbado, é preciso ler Baudelaire, é…
Os Ombros Suportam o Mundo (por Drummond)
“Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás….
