O Psicanalista e a Consciência Social

lacan

“Ser psicanalista é simplesmente abrir os olhos para essa evidência de que não há nada mais desbaratado que a realidade humana. Se vocês creem ter um eu bem adaptado, razoável, que sabe navegar, reconhecer o que tem de ser feito e o que não tem de ser feito, levar em conta as realidades, não resta senão mandá-los para longe daqui. A psicanálise, nisso se juntando à experiência comum, mostra-lhes que não há nada mais estúpido que um destino humano, ou seja, que sempre se é passado pra trás. Mesmo quando se faz alguma coisa que dá certo, não é justamente o que se queria.

Não há nada mais desiludido que um senhor que chega supostamente ao cúmulo de seus votos. Basta falar três minutos com ele, francamente, como talvez só o artifício do divã psicanalítico o permite, para saber que, no fim de contas, esse lance é justamente o lance de que ele zomba, e que ele está, além disso, particularmente enfastiado com todas as espécies de coisas. A análise é perceber isso, e levá-lo em conta.

Não é por acaso (…) que por uma sina estranha atravessemos a vida sem encontrar ninguém que não infelizes. Dizemos para nós mesmos que as pessoas felizes devem estar em alguma parte. Pois bem, se vocês não tiram isso da cabeça é que não compreenderam nada da psicanálise”

Assinatura Lacan

Jacques Lacan (O Seminário: Livro 3, p. 99)

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Sobre Pedro Gabriel

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