Nova Poética (por Manuel Bandeira)

Manuel Bandeira, Poeta Sórdido

“Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito,
Saí um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:
É a vida

O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.

Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem maldade.”

(por Manuel Bandeira)

4 comentários Adicione o seu

  1. Marijô disse:

    Como sabe o Bandeira de marcas, raios, tempestades e da garoa, o sereno manso.
    Obrigada, Pedro, por encontrar esse poema aqui.

    1. Pedro Gabriel disse:

      Obrigado Marijô, por eu sempre encontrar você aqui.

  2. Jaqueline Andreza disse:

    Lindo poema. Nos faz refletir a arte de pensar.

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