É de uma doçura às vezes fácil isso de ir aprendendo devagar e displicentemente a se guiar nesta vida tropeçando o mínimo. Às vezes, entretanto (quase sempre), viver se mostra uma coisa que vai acontecendo triste e propensa ao naufrágio cotidiano no mar viscoso do todo dia. Qual é então o valor de prosseguir nessa guerra sem mercê sendo nós mesmos uma triste hipótese de luta ao sol do dia curto em que lutamos (como disse meu querido Drummond)? Se manter vivo nessa massa barulhenta que se tornou a vida nesses trópicos incivilizáveis pra quê? O que nos faz persistir? O que nos faz adiar por mais um dível a inexorável sentença proferida por Van Gogh: “Já chega, quero partir.”? A resposta é simples: porque noites como esta podem acontecer a qualquer instante.


Oxente! Eu conheço esse povo todinho!
Só gente boa né? A Nova França começará bem não achas?