Ama, bebe e cala…

Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.

 

(Escrito por Fernando Pessoa usando a casca de Ricardo Reis no terceiro dia do ano de 1923)

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