Categoria: Mundo, vasto mundo…
O Monstrengo (por Fernando Pessoa)
“O mostrengo que está no fim do mar Na noite de breu ergueu-se a voar; A roda da nau voou três vezes, Voou três vezes a chiar, E disse: «Quem é que ousou entrar Nas minhas cavernas que não desvendo, Meus tectos negros do fim do mundo?» E o homem do leme disse, tremendo: «El-Rei…
Cantiga de Enganar (por Drummond)
“O mundo não vale o mundo, meu bem. Eu plantei um pé-de-sono, brotaram vinte roseiras. Se me cortei nelas todas e se todas me tingiram de um vago sangue jorrado ao capricho dos espinhos, não foi culpa de ninguém. O mundo, meu bem, não vale a pena, e a face serena vale a face torturada….
