Mar Bravo (por Manuel Bandeira)

“Mar que ouvi sempre cantar murmúrios Na doce queixa das elegias, Como se fosses, nas tardes frias De tons purpúreos, A voz de minhas melancolias: Com que delícia neste infortúnio, Com que selvagem, profundo gozo, Hoje te vejo bater raivoso, Na maré-cheia de novilúvio, Mar rumoroso! Com que amargura mordes a areia, Cuspindo a baba…