Arquivos da Categoria: Ec-sistire

Psicanálise em Ondas

Fran Lebowitz, a escritora estadunidense que já possui o cômico inscrito nas entrelinhas de seu nome (witz é a palavra que o velho Freud, no seu alemão vernáculo, escolheu para se referir aos chistes como produções do Inconsciente) é autora … Continuar lendo

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O Dia da Criação e a Diferença Sexual

Em nossa primeira infância somos surpreendidos pelo que Freud chamava de penisneid, ou seja, a simbolização da diferença corporal entre menino e menina ou, trocando em miúdos, a incorporação psíquica do que no real da carne surge como não coincidente … Continuar lendo

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A Estranha Poesia de Vinícius de Moraes

É de Petrarca, o grande italiano, a autoria do modelo cadencial a que chamamos soneto italiano: composição estruturada por 14 versos, distribuídos em 2 quadras seguidas imediatamente por 2 tercetos que assim se mantém desde o século XIV. Os modelos … Continuar lendo

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Receita de Ano Novo (por Carlos Drummond de Andrade)

“Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de … Continuar lendo

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Pastelaria (por Mário Cesariny)

Em homenagem à vida, esse imenso pastelão azedo, uma bela gargalhada em forma de poesia. PASTELARIA (por Mário Cesariny) “Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de arte nem a câmara escura Afinal o que importa … Continuar lendo

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À Une Raison (por Arthur Rimbaud)

“Un coup de ton doigt sur le tambour décharge tous les sons et commence la nouvelle harmonie. Un pas de toi, c’est la levée des nouveaux hommes et leur en-marche. Ta tête se détourne : le nouvel amour ! Ta … Continuar lendo

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A Bruxa (por Carlos Drummond de Andrade)

“Nesta cidade do Rio, de dois milhões de habitantes, estou sozinho no quarto, estou sozinho na América. Estarei mesmo sozinho? Ainda há pouco um ruído anunciou vida ao meu lado. Certo não é vida humana, mas é vida. E sinto … Continuar lendo

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A Partida (por Augusto Frederico Schmidt)

“Quero morrer de noite. As janelas abertas Os olhos a fitar a noite infinda Quero morrer de noite. Irei me separando aos poucos Me desligando devagar. A luz das velas envolverá meu rosto lívido. Quero morrer de noite. As janelas … Continuar lendo

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Escricantores: James Joyce no Sertão de Guimarães Rosa

Emito aqui uma promissória para meus leitores: trazer a este blog algo sobre a relação entre James Joyce e Guimarães Rosa. Abro, entretanto, vosso apetite (que espero ser voraz) com dois fragmentos de O Burrinho Pedrês, texto de Sagarana, do … Continuar lendo

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O Silêncio dos Espíritos

Não à toa o Rei Macbeth ao expressar o seu enfado da vida e o desprezo pelo Tempo caracteriza o que vê como um teatro de palhaços agonizantes cheio de “sound and fury”. Som e fúria. Outras duas palavras quaisquer … Continuar lendo

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