Arquivo do autor:Pedro Gabriel

Sobre Pedro Gabriel

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Carta a um amigo enfermo

Queridíssimo amigo, Sua mensagem me enche de alívio pelo que comporta de auspiciosa quanto ao afastamento do que (me parece) de mais grave poderia implicar em um diagnóstico. Afastada a tumoração, entendo que muito provavelmente o outro diagnóstico (qualquer que … Continue lendo

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Fragmento de Sertão

“Eu estava de sentinela, afastado um quarto-de-légua, num alto retuso.  Dali eu via aquele movimento: os homens, enxergados tamanhinho de meninos, numa alegria, feito nuvem de abelhas em flor de araçá, esse alvoroço, como tirando roupa e correndo para aproveitaremde … Continue lendo

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Saramago e a Irrelevância da Literatura (por Fernando da Mota Lima)

“Apesar da idade e da doença, José Saramago continua ativo. Vem agora ao Brasil lançar seu novo romance, que é apenas um pretexto para que se pronuncie sobre questões políticas e inquietações humanas que seus leitores não têm idéia de … Continue lendo

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Poema da Gare do Astapovo (por Mario Quintana)

“O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos E foi morrer na gare de Astapovo! Com certeza sentou-se a um velho banco, Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo, … Continue lendo

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O dia de que mulher?

Não há somente beleza na afirmação de Platão de que “o tempo é a imagem móvel da eternidade”. Há também, nessa postulação de capital importância, a menor síntese do ocidente em seu percurso oscilante entre uma e outra proposta de … Continue lendo

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O Amor e as Abelhas

“Com as coisas podemos comportar-nos sem amor: podemos cortar árvores, fazer tijolos, forjar aço sem amor; mas com seres humanos não podemos comportar-nos sem amor, assim como não podemos lidar sem precaução com as abelhas” (Ressurreição – Liev Tolstói)

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Carta 36 (de Fernando Pessoa a Ophélia de Queiroz)

Ophelinha, Agradeço a sua carta. Ela trouxe-me pena e alívio ao mesmo tempo. Pena, porque estas coisas fazem sempre pena; alívio, porque, na verdade, a única solução é essa – o não prolongarmos mais uma situação que não tem já … Continue lendo

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Lira do Amor Romântico ou A Eterna Repetição (por Carlos Drummond de Andrade)

Atirei um limão n’água e fiquei vendo na margem. Os peixinhos responderam: Quem tem amor tem coragem. Atirei um limão n’água e caiu enviesado. Ouvi um peixe dizer: Melhor é o beijo roubado. Atirei um limão n’água, como faço todo … Continue lendo

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Herói

Ao contrário da era de luzes que anunciaram os iluministas, entramos na era da estupidez, da demagogia, da cafonice intelectual, da burrice como mérito e da criação de um imenso rebanho humano. Nietzsche acertou todas as suas previsões: em todos … Continue lendo

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Noturno do Morro do Encanto (por Manuel Bandeira)

Este fundo de hotel é um fim de mundo! Aqui é o silêncio que tem voz. O encanto Que deu nome a este morro, põe no fundo De cada coisa o seu cativo canto. Ouço o tempo, segundo por segundo, … Continue lendo

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