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Arquivo do mês: abril 2011
O Dia Deu em Chuvoso (por Fernando Pessoa)
“O dia deu em chuvoso. A manhã, contudo, esteve bastante azul. O dia deu em chuvoso. Desde manhã eu estava um pouco triste. Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma? Não sei: já ao acordar estava triste. O dia deu em chuvoso. Bem … Continuar lendo
Chove? Nenhuma Chuva Cai… (por Fernando Pessoa)
“Chove? Nenhuma chuva cai… Então onde é que eu sinto um dia Em que ruído da chuva atrai A minha inútil agonia ? Onde é que chove, que eu o ouço? Onde é que é triste, ó claro céu? Eu … Continuar lendo
Chove. Há Silêncio. (por Fernando Pessoa)
“Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego… Tão calma é a … Continuar lendo
A Noite Dissolve os Homens (por Drummond)
“A noite desceu. Que noite! Já não enxergo meus irmãos. E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam. A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate, nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a … Continuar lendo
Publicado em Literatura, Poesia
Marcado com A noite perde os homens, Amor, Amoródio, Drummond, Noite, Suicidas
10 Comentários
Bom Dia
CANÇÃO PARA ÁLBUM DE MOÇA (por Carlos Drummond de Andrade) “Bom dia: eu dizia à moça que de longe me sorria. Bom dia: mas da distância ela nem me respondia. Em vão a fala dos olhos e dos braços repetia … Continuar lendo
Publicado em Literatura, Poesia
Marcado com Bom Dia, Drummond, Marilyn Monroe, Moça
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Aquela mulher do demo
Disponibilizei no post onde transcrevo o texto de Caso do Vestido o áudio da narração feita pelo próprio Drummond. Na narrativa grave de seu autor, sentimos pungentemente como a dona de longe, antes mergulhada em soberba, foi inteiramente desfalcada em … Continuar lendo
Publicado em (... LITURAS PRÓPRIAS ...), Amor, Ódio e Ignorância, Ec-sistire, Literatura, Poesia
Marcado com (des)Amor, Amor, Amoródio, Corpo, Demo, Drummond, Vestido
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Drummond, Jobim e a Necessidade
Poema da necessidade lido por Antônio Carlos “meu amor” Jobim:
Carlos Flávio
Carlos Flávio: o que viveu meia hora.
Publicado em Literatura, Mundo, vasto mundo...
Marcado com Carlos Flávio, Drummond, Filho de Drummond, O que Viveu Meia Hora
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Segredo (por Drummond)
“A poesia é incomunicável. Fique torto no seu canto. Não ame. Ouço dizer que há tiroteio ao alcance do nosso corpo. É a revolução? o amor? Não diga nada. Tudo é possível, só eu impossível. O mar transborda de peixes. … Continuar lendo




