Arquivo do mês: novembro 2010

O Pavão de Rubem Braga e Os Bolsos Vazios da Crônica

A crônica é um gênero fundamentalmente brasileiro. Como qualquer outra coisa das que o mundo possibilita, é derivada de um modo próprio de organização humana. No nosso caso específico ela é fruto do descaso que historicamente mantivemos com nossos grandes … Continuar lendo

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Aula de Inglês (Crônica de Rubem Braga)

—  Is this an elephant? Minha tendência imediata foi responder que não; mas a gente não deve se deixar levar pelo primeiro impulso. Um rápido olhar que lancei à professora bastou para ver que ela falava com seriedade, e tinha … Continuar lendo

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A queda e a errância ou “como assim não há relação sexual”?

Num trecho célebre de Ser e Tempo (uma das obras máximas de nossa época), Martin Heidegger usa a metáfora da queda (de-cadência/verfallen) para exprimir a existência humana. O termo decadência não exprime nenhuma avaliação negativa: implica antes numa espécie de … Continuar lendo

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O Piano e a Gabriela: como Jobim fez esse mundo melhor

“Toda vez que Tom abriu o piano, o mundo melhorou. Mesmo que por poucos minutos, tornou-se um mundo mais harmônico melódico e poético. Todas as desgraças individuais ou coletivas pareciam menores porque, naquele momento, havia um homem dedicando-se a produzir … Continuar lendo

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A Maldição da Letra

A letra é uma maldição. A letra e suas filhas: a literatura, a poesia, a filosofia. Juntas são um espinho cravado na carne, um colorido distinto nos olhos que nos transporta a visão sempre para o que na vida não … Continuar lendo

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O afogamento dos nordestinos e a bocarra aberta do Estado-Mãe

Há um processo de subjetivação em curso que pesa no lombo de toda criança que vem a este louco mundo. Os principais teóricos da contemporaneidade em todas as áreas das chamadas Ciências do Espírito (a Antropologia, com Claude Lévi-Strauss; a … Continuar lendo

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Ismália (por Alphonsus de Guimarães)

Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar… Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar… Queria subir ao céu, Queria descer ao mar… E, no desvario seu, … Continuar lendo

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AmorOdiar o Próximo…

Publicado em Amalgama.blog.br em 25/11/2010 “Eu não lhe dei, Adão, nem um lugar predeterminado, nem quaisquer prerrogativas, a fim de que você possa tomá-los e possuí-los através de sua própria decisão e de sua própria escolha.” É assim que Deus … Continuar lendo

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Consoada (por Manuel Bandeira)

“Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: – Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado … Continuar lendo

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Boiação (por Fernando da Mota Lima)

O homem nasceu para boiar. Imagino o homem em estado primitivo, anterior a esse espantoso acervo de invenções  e desenvolvimentos que se chama civilização ocidental. Vivendo então suspenso entre as águas paradas e a sombra das mangueiras, o homem prazerosamente … Continuar lendo

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